|
Por Maier Augusto
O tema – Otimismo - foi escolhido por
ser um assunto recorrente em nossa prática clínica.
O assunto tem sido negligenciado pela psicologia
científica que de uma forma geral enfoca o
comportamento disfuncional e a patologia, ficando
muitas vezes a cargo das terapias alternativas e da
autoajuda o papel de discuti-lo. Por esse motivo
resolvemos resgatar o Otimismo e dar enfoque no
comportamento positivo e funcional.
Otimismo não tem relação com frases positivas ditas
na frente do espelho, mas sim com as explicações que
nos damos frente aos eventos ruins da vida, como por
exemplo, aqueles pensamentos que surgem
espontaneamente quando somos demitidos de um
trabalho, quando algo planejado não acontece da
forma que queremos ou quando somos rejeitados por
um(a) pretendente. Essas explicações que nos damos
frente as adversidades, são chamadas de “Estilos
Explicativos” e estes determinam se veremos um
acontecimento de forma positiva ou negativa.
Os estilos são compostos de três fatores, que são a
Permanência, a Difusão e a Personalização. A
Permanência diz respeito ao tempo que um evento
ruim ou bom permanecerá em nossas vidas, a
Difusão, a quanto os efeitos de um evento se
propagam para outras situações de nossas vidas e a
Personalização se atribuímos as causas de um
evento a fatores internos ou externos a nós.
Os otimistas atribuem explicações permanentes,
difundidas e internas aos eventos bons e aos ruins
são atribuídas explicações temporárias, específicas
e externas. Já o pessimista explica exatamente o
contrário do otimista, tanto as situações ruins
quanto as boas.
Na
prática seria assim:
Situação: Indivíduo foi promovido no trabalho.
Explicações do Otimista:
Sempre me
dou bem no trabalho – Permanente
Minha
vida flui sempre positivamente em tudo – Difundida
Sou muito
competente – Interna
Explicações do Pessimista:
Tenho que
aproveitar a oportunidade pode ser a última –
Temporária
Comigo é
sempre assim, “sorte no trabalho, azar no amor” -
Específica
Meu chefe
foi com a minha cara – Externa
O
indivíduo otimista tem propensão a ter excelente
saúde física, ótima autoestima, realização
profissional e o desenvolvimento de suas
potencialidades. Já o pessimista pode apresentar
saúde frágil, baixa autoestima, desesperança e
propensão à depressão, na maioria dos casos. Se
somos pessimistas, não estamos fadados ao insucesso
e infelicidade. A psicologia pode nos ajudar a mudar
esse padrão, entendendo as origens do nosso estilo
explicativo, aprendendo novos padrões de pensamento
e mudando efetivamente nosso jeito de enxergar o
mundo e a nós mesmos, vivendo de forma mais positiva
e feliz.
Curiosidades:
A palavra otimismo no google gera 1.130.000
respostas.
O otimismo já foi objeto de estudo da filosofia e o
conceito está na base de muitas religiões.
A Universidade do Texas, em estudo, constatou que as
pessoas otimistas têm menos probabilidade de mostrar
sinais de debilidade do que os pessimistas.
|